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Metafísica da Magia do Limiar

Estudo sobre magia

Em meus estudos sobre a Magia do Limiar, sempre esbarro nas mesmas perguntas: qual o papel da mana na magia do limiar? Como ela se comporta no momento da conjuração? Há duas linhas de raciocínio. Alguns defendem que a mana tem o papel de combustível alimentando os feitiços. Outros acreditam no papel da mana como catalisador, facilitando as operações mágicas. Particularmente eu defendo que ambas as visões estão certas.

A mana se comporta tanto como fonte de energia quanto facilitadora. Essa dualidade entre combustível e catalisador ficaria conhecida como “Mana Ilimitada”, uma força invisível que se encontra presente em todo o mundo de Zandia, na matéria, nos seres vivos e não vivos, no corpo, na mente e no espírito e que sem ela a magia não existiria.

Assim, posso afirmar que a mana permeia toda a criação em quantidades virtualmente infinitas. Ela não apenas fornece a energia necessária para os feitiços, mas também atua como meio através do qual a vontade do mago interage com a realidade. Sem mana, a magia é impossível; com mana, qualquer alteração é teoricamente possível. O verdadeiro limite não está na disponibilidade da magia, mas na capacidade do conjurador de suportar e direcionar seu fluxo.

Ao longo de milênios, a relação dos magos com a mana mudou. Parcos são os relatos de como foi essa origem, mas é certo que, no início, arcanistas ainda dependiam bastante do seu próprio fôlego para conjurar magias. Porém, em determinado momento isso mudou, talvez motivados por algum evento cataclísmico; não sabemos ao certo. Muitos dos relatos antigos, no último milênio, se perderam com a queda dos magos. Muitos escritos foram destruídos. O que se sabe é que a partir de certo ponto da história, a mana adquiriu um papel primordial e magos passaram a depender mais dela do que de seu próprio fôlego.

O mago tem o talento de reunir a mana e direcioná-la aos seus propósitos. Ele a acumula em seu corpo servindo como canal para a conjuração do feitiço a fim de produzir o efeito desejado. Contudo, esse processo não é perfeito. Há limites que o corpo, a mente e a alma do mago são incapazes de suportar. Parte da energia reunida, não aproveitada pelo feitiço, permanece no mago como um acúmulo de radiação mágica, na forma de uma sobrecarga mental, uma erosão da alma, ou uma instabilidade da realidade ao redor dele. Em todos os meus estudos, essa é a melhor definição que encontrei para a Tensão Mágica.

À medida que essa tensão se acumula dentro e ao redor do mago, ocorre a calamidade, que nada mais é do que a consequência natural quando a tensão atinge (e ultrapassa) o limite suportável pelo mago, reverberando a sua energia através da trama mágica da realidade. Essas reverberações se manifestam de inúmeras formas imprevisíveis, afetando desde o corpo e a mente do conjurador até o ambiente ao seu redor, ou até mesmo atraindo a atenção de entidades do além.

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